quarta-feira, 18 de maio de 2016
a minha barca...
vesti um vestido de espuma, viajei num mar de sonho e vento, emigrei para lá da bruma, mareou meu pensamento...assim minha alma navega indo ao sabor das marés, enquanto a realidade se nega a dar-me asas aos pés...serenei tempestades de mim, expulsei raios e trovões, ainda assim restam-me as ilusões, e alguma angústia, a minha barca traz o cansaço duma vida inteira, num mar nem sempre calmo, numa viagem que desafia a eternidade...visto-me agora de nevoeiro, de janeiro a janeiro, para embalar minha dor e minha saudade, a barca chega enfim ao cais, com uma gaivota na proa, a cantar poesia...e arrombar-me o coração...
Florência de Jesus
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