febris meus dedos são um tear oculto, cuja agulha se debruça sobre meus medos, que interrompe ou acalma, minhas lamentações, e assim me sinto mais liberta que nem borboleta solta, à volta dos meus versos, abro palavras duras bem no centro do poema, mas é sempre a saudade o tema, sempre um nevado silêncio nas paredes brancas do papel, enquanto não ressurge a metáfora na minha mão com emoção, e num pulsar de magia, as palavras penetram minhas pupilas, como se fossem os mais doces cisnes, no seu livre voo a fluir na minha memória...num lago de palavras, há ecos, e brilhos das ramagens, mas só eu sinto o doce apego por estas imagens, dou a mão à dor, para criar quase do nada um poema d'amor, estranha sedução, em mim como uma chama, a razão e o rigor da mão, a querer que escreva para quem o coração ama...

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