terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
sem saber de mim...
sem saber de mim procurei recordar... e dei com uma tormenta, quebrei a solidão fiquei atenta, o sol brilhava e dizia-me que era ainda primavera, fiquei à espera, a amendoeira floria, mas o que eu mais queria, era encontrar-me, para defender-me do inverno, esquecer o inferno que é o frio na alma, a noite que desce sobre mim, e aquecer meus dias sombrios, por fim, romper a névoa que é forte no meu olhar, esquecer a morte e o tempo que me atraiçoou que fugaz me levou, e me faz procurar...onde estou? cruzo o olhar com a vida mas até ela duvida...finda o dia com ele me afundo, sou afinal esta hora do entardecer...a morrer.
Florência de Jesus
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