domingo, 21 de fevereiro de 2016
era de festa e de amoras...
ri, inventa e chora e o seu olhar a observa por fora, o outono trouxe-lhe castelos de sonhos e desejos à flor da pele por abrir e mais um dia que há-de vir, um tempo que faz medo, sonhos parados segredo, insónia debruçada na almofada e quase acredita que ainda é amada...é quase flor de inverno, nem feliz, nem infeliz o sol foi-se não a esperou, a sua voz é nevoeiro, carrega com ela o cheiro da madressilva, da giesta...era de festa e de amoras, há muito tempo há tantas horas, os seus saltos de esperança, a criança que passa a vida a enfeitar, a fazer a trança, a colocar-lhe o laço e num abraço, um adeus que faz doer e uma lágrima a correr...tanta estrada...e ela ainda se julga amada... traz com ela a transparência das águas, a claridade matinal, deixa transbordar as mágoas na saudade...voa nas crinas do vento, o orvalho lhe cai no rosto, é agora sol-posto, veio a solidão com prontidão fazer-lhe companhia, outono, sente-se ave partir, chorando já a própria ausência, mas não vai só, a vida não da ponto sem nó, leva a saudade entalada... de quem se julga ainda amada...
natalia nuno
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