domingo, 21 de fevereiro de 2016
poemas frios...
arrefecem os poemas no vazio...pousam na triste escuridão, e ela os guarda no peito como se fossem pedaços de mel que lhe estremecem o coração... vai soltando um poema de quando em quando como pétala de flor levada nas asas do vento, nada pesam nas suas mãos, é dolorosa a sensação de os ver partir, seu rosto entardece, no olhar uma luz remendada, os sonhos perdidos e as ideias a arderem-lhe como querendo que os ponteiros do relógio andem para trás...há momentos em que não gosta de nada, seus desejos prostrados, caídos por terra... e nada muda para melhor, talvez nem mais ouça o rumor dum verso a nascer, talvez até de os amar vá se esquecer, vá gemer de frio curando as feridas até chorar como uma criança doce e inocente, onde a palavra vive ainda indiferente...
Florência de Jesus
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