sábado, 24 de fevereiro de 2018
janela aberta ao sol...
às vezes sentimos uma alegria incomunicável, imaginamo-nos numa estrada infinita, rodeada de pequenas coisas que ao olhar nos fazem felizes... é quase como sonhar e não querer acordar, de repente as palavras tornam-se leves, e uma chuva de finos pensamentos me afastam do
destino que é morrer...então os dias tornam-se vagarosos, e desaparece aquele cansaço habitual tão desmoralizador, diminui a ansiedade, surpreendida sou como uma janela aberta ao sol, sinto-me mais viva, esqueço a angústia vinda do fundo dos tempos e a vida muda de feição... momentos perfeitos estes, onde até o mundo me parece melodioso cheio de movimento, paz e alegria... posso até ouvir o respirar da terra, gosto destas horas caladas, só eu e essa alegria incomunicável, aproveito para relembrar os tempos de menina e a minha terrível imaginação, quando me debruçava no peitoril da janela pequenina, a ouvir p'las manhãs o coaxar das rãs...
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fui diluindo memórias em palavras sentidas, em pequenas prosas, tal como areia engolida pela mar, resumo de anos vividos, com emoção, ...
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olha o céu de nuvens despido, seus pensamentos ledos e tristes vagueiam perdidos, caminha numa procissão de passos, traz búzios nas ...

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