seus passos foram feitos para andar, não para se arrastar, às vezes formula frases indistintas em contemplação ao que a vida lhe oferece, e no seu interior há sempre uma força que a anima...uma ilusão persistente que a persegue e que faz com que esqueça os estragos na alma que a vida conseguiu retirando-lhe a paz aquietadora do coração...nas horas de silêncio que passam por ela, reflecte sobre como rapidamente passou a juventude também a chegada da velhice e, como seu rosto morreu escondendo a alegria num sorrir mudo, onde o silêncio toma conta de tudo...ouve a voz do seu desassossego, já não vai haver um amanhã diferente, é agora como carta amarrotada deitada ao chão da indiferença, tudo é diferente sim daquele tempo de menina, o que sente é demasiado forte e doloroso e chama-se saudade...esboçada aguarela de rosto macilento, triste como a noite, triste tela sem vida nem florescimento...
natalianuno

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