terça-feira, 1 de novembro de 2016

também as rosas fenecem...





Também as rosas fenecem na sombra dum instante, num aprisionado grito... também eu sinto o vazio que se afirma como um negro rasgão e, já só sou o que não sou, continuo insistindo, agarrada à vida, apesar da máscara que os anos gravaram e me cortaram o vôo, só o vento me ouve quando o sonho anda baldio...pálidas são as defesas do que resta, ficaram os risos feridos e as forças humilhadas, meus dedos se instalam nos recantos do poema e meu olhar cai sobre o horizonte em plena abulia...
natalia nuno

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