sábado, 1 de outubro de 2016
outono de recordações...
é o passado que se desenha na aura deste pensamento em vôo nas minhas mãos... enquanto os meus olhos riem, treme a água no açude e eu criança, com um tremor de asas no sangue...no reino da minha infância, o silêncio e o vento rondando nas ramas, e o chilreio lânguido do pássaro, ignoro quem voa melhor se ele, se eu... juntos pelo acaso deste sonho meu... e o clamor da minha existência vai-se apagando num outono de recordações, a idade avança sob a oculta hipocrisia de que amanhã será melhor, enquanto vou caindo como folha moribunda numa tarde declinante de inverno hostil...porque há muito foi primavera resplandecente, em plenitude... esse tempo que recordo amiúde, como um sonho perdido para sempre.
natalia nuno
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