atrás duma porta onde já não mora ninguém há ainda um persistente sonho que se esfuma... não me atrevo a abri-la, ouve-se ainda o abrir dos ferrolhos e o coração bate demasiado depressa, o sol escoa-se atrás dos ramos que frondosos se inclinam para o chão para logo se apagarem nas próprias sombras...sob um manto de estrelas lá continua a menina no baloiço como se nunca cessasse de baloiçar, as amendoeiras ali por perto floriram, do mais nada resta, nem auroras nem ocasos, e o que eu mais amava silenciou...ali onde bebia o sol e havia cânticos no ar, e os aromas gritavam, existe a buganvília talhando uma tristeza onde a minha alma navega...cada folha, cada caule, são carícias que me acolhem.
natalianuno

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