sexta-feira, 9 de setembro de 2016
abandonos...
ao olhar estas janelas sinto que há nelas um resto de voz apagada,uma angústia, um subtil desassossego, uma atitude de espera, um ar perdido, e me envolvo de tal forma que invento histórias de silêncio, que são no fundo o que elas serão sempre...silêncio, gemido, mistério, onde a vida já pouco ou mesmo nada existe...e os dias são intermináveis com o torpor de quem continua esperando...
natália nuno
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