quarta-feira, 15 de novembro de 2017
eu e a solidão...
a solidão chegou à estação, procurou por lugar e sentou-se à minha beira, assustada com o apito do combóio em marcha refugiou-se no meu peito, aí se acomodou mais as malas que trazia consigo, ficámos as duas caladas, logo ela insistiu que me conhecia e até à hora da partida partilharia comigo o tempo... agora que já a conheço bem, andamos de mãos dadas, nesta estação cada vez mais esbatida que é a vida, deixamos tudo para trás e partimos sem destino, levamos a saudade de épocas felizes e seguimos viagem resignadas com este tempo triste. Dizemos uma à outra: é um privilégio ter chegado à estação sem grandes desilusões, sem ter perdido a voz e ainda com um pouco de audácia neste destino misterioso da vida... assim vou desenhando sonhos, sem deixar afrouxar o pensamento.
natalia nuno
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
-
febris meus dedos são um tear oculto, cuja agulha se debruça sobre meus medos, que interrompe ou acalma, minhas lamentações, e assim me sint...
-
bem vindo o azul da noite sobre o rosto verde da folhagem, logo é a hora em que os corpos se enrolam, as bocas se juntam, famintamente s...

Sem comentários:
Enviar um comentário