quinta-feira, 17 de agosto de 2017
perfume...sonho
ainda que tivessem passado décadas tudo continua igual na minha memória já um pouco desarrumada, visões íntimas a encher os meus sonhos de fontes a correr recobrando o seu precioso canto, e o tremor das árvores a despertar na primavera...o perfume do entardecer vindo dos pomares, e o vento batendo nos loureiros da beira rio...lugar onde guardei o meu universo...
as horas passam, horas da minha vida e a saudade e este amor férreo à vida não me abandona, morrerá comigo... trago manchas claras no rosto e minhas pernas de avestruz não são mais leves e airosas, também o olhar anda desprovido de vida, o tempo agita-se vai riscando os dias do calendário...escondo o rosto nas mãos e deixo fluir ainda aquele sonho que arranco dos retratos, baloiço-me na cadeira cheirando uma flor...
natalianuno
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