sexta-feira, 12 de maio de 2017
remota história...
o silêncio e o esquecimento andam perdidos no tempo,num solitário jardim que é o teu corpo e o meu, terra de aromas que retorna de quando em quando a sentir o alfabeto dos pássaros, o sorriso das flores que chega aos nossos olhos, a luz das estrelas que nos enlaça, e o sol com lânguidos fulgores que nos tatua a pele ...passam por nós andorinhas com acordes de violino no ar puro da manhã ainda adormecida, chega em nós o outono com uma pincelada de sol, sorrimos à luz que nos acaricia e às nossas mãos chega o meio da tarde, porque o meio dia já se foi numa rajada de vento, assim se define o que existe entre a felicidade e a tristeza, amo-te mesmo no silêncio e esquecimento, e sonho-te na inteira juventude, sonho este que é remota história, velho sonho de ébrias estrelas que brilharão no adeus à tarde, enquanto os arvoredos levarão nossos medos, deterão o tempo e desdobrarão a presença da cor no nosso amor...serás o último pássaro levado nas ondas do vento até às sombras das ramas, e eu esperarei por ti entre os abetos para ouvir-te dizer, que para sempre me amas...
natalianuno
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