quinta-feira, 13 de abril de 2017
estremecimentos...
com a excitação duma adolescente acalento a esperança de dias de sóis, e deixo-me contagiar pelo aroma que brota dos laranjais, esqueci meus ais, leio cartas d'amor em voz alta afectuosamente e sinto-me gente, com um sorriso de piedade acabo por cair em letargia...assim se passa mais um dia...olho ao redor com afecto tantos sinais de vida, só meu coração é um horizonte de escombros e os meus olhos um céu esborratado a reprimir as lágrimas... estranhos sons me martelam a mente... ou será desvario? no sonho corro numa lezíria rosada onde o tempo não passa, ao longe o traço dum rio, e sonhadora sou como uma vela que não se consome, os anos não contam, eu sou dona do tempo, flutuo no aroma das rosas, reflicto, colho um profundo silêncio, deixo-me embalar no balouçar da aragem, e assim amenizo a cansativa viagem...são agora as sombras rendilhadas que me cobrem, a tarde me apazigua, palpitam meus dedos na escrita... eu sonhadora derrotada pelos meus sonhos, a retirar da obscuridade esta minha metade...
natalia nuno
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