segunda-feira, 20 de junho de 2016

bagagem...



carrego minha bagagem com um sentimento de esperança, sinto a avidez do tempo a fragilizar-me a memória,  os dias parecem nascer sem horizontes... e um punhado de frio percorre-me o corpo que preso à indiferença já nada sente...os anos caem sombrios e a fiel solidão parece ser definitiva, no entanto sempre surge aquele velho desejo de recomeçar, esqueço o frio e a solidão, porque há sempre a tal esperança no amanhã... é um desassossego este peito frio pra quem ama a vida!
- visto o meu traje de menina e emerjo com firmeza, continuo, deixo a incerteza, nego a solidão, vou sonhando de novo entre os pinheiros do outono e o sonho dá-me a mão como se sempre me esperasse...  

natalia nuno
homenagem a

Florência de Jesus

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